5. COMPORTAMENTO 30.1.13

1. DO GLAMOUR A OCUPAO DOS SEM-TETO
2. DAS RUAS PARA LOUIS VUITTON
3. SO PAULO COMEA A ENFRENTAR O CRACK
4. ATRAVESSARAM O SAMBA

1. DO GLAMOUR A OCUPAO DOS SEM-TETO
Como vivem as famlias que invadiram o hotel othon palace, de so Paulo, Smbolo do luxo nas dcadas de 50 a 70 
Rachel Costa

INOVAO - O Chalet Susse tornou-se famoso por ser o primeiro restaurante de hotel a oferecer vista panormica da cidade
 
Na torre art dco de 25 andares, que um dia j foi hotel de luxo, o banho tomado no balde contrasta com o mrmore travertino que reveste o banheiro. Aposentada de um lado, a banheira de porcelana branca se transformou em reservatrio de gua, que precisa ser carregada escada acima para garantir o abastecimento dos quartos. Foram-se as camas de madeira macia, os colches macios e os lenis finos, agora substitudos pelos colches inflveis, invariavelmente azul-marinho, que abundam pelas habitaes. Tambm abandonou o endereo o Chalet Suisse, restaurante de luxo especializado em fondues que funcionava no deslumbrante terrao. Dele, s restou a vista para o Vale do Anhangaba. A comida agora  feita bem longe dali, no trreo, em um cubculo de pouco mais de trs por quatro metros, onde se espremem dona Ftima, a cozinheira, suas ajudantes, um fogo, algumas panelas industriais, uma geladeira e um freezer. Uma refeio custa R$ 2, preo bem diferente dos R$ 50 dos ltimos fondues servidos pelo Chalet Suisse antes de fechar. Desde que ganhou uma nova funo, em 26 de outubro passado, acabou-se a mordomia no Othon Palace de So Paulo. Outrora habituado a chefes de Estado, como a rainha Elizabeth II (que l se hospedou em 1968) e famosos de passagem pela cidade, os corredores do ex-hotel de luxo agora se acostumam ao movimento ruidoso de seus novos hspedes. So numerosas famlias, movidas pela esperana de encontrar um lugar definitivo para morar. Ao contrrio dos antigos hspedes, que aps a estadia voltavam para suas casas, os que hoje ocupam os quartos do ex-hotel no tm para onde ir. So sem teto.
 
A gente no est invadindo, est reivindicando. A gente no quer ficar aqui, quer ter um lugar nosso, diz Aline Dias Eubank, 25 anos, atual moradora do quarto 814. A jovem sul-mato-grossense j teve casa em Campo Grande, mas a famlia vendeu a propriedade para pagar o tratamento quando ela adoeceu de uma sndrome rara, aos 14 anos. Moraram na zona leste da capital paulista em um pequeno apartamento alugado at outubro, quando a dona pediu o imvel e Aline, a me e a irm ficaram sem ter aonde ir. O dinheiro que tinham era pouco para cobrir um contrato novo. Decidiram, ento, se juntar  Federao Pr-Moradia do Brasil, movimento que organiza a ocupao do hotel. A escolha do Othon Palace no se deu pelo conforto, mas sim por estar vazio desde 2008, com dvidas de IPTU e bem prximo  prefeitura, o que expe aos olhos do poder pblico o problema de moradia. Basta cruzar a rua Lbero Badar para se chegar  atual sede do governo municipal, o edifcio Matarazzo. Quando o hotel foi inaugurado, em 1954, durante as comemoraes do quarto centenrio da cidade, a atual prefeitura abrigava a administrao da maior corporao brasileira  poca, as Indstrias Reunidas F. Matarazzo. Mais alguns metros de caminhada sobre o Viaduto do Ch e se encontra o Teatro Municipal. O Othon era um empreendimento para apresentar So Paulo como um grande centro econmico sul-americano, afirma Caio Calfat, vice-presidente de assuntos turstico-imobilirios do Sindicato da Habitao de So Paulo e estudioso da hotelaria paulista. Por isso a localizao.

RENOVAO - O hall acarpetado dos andares (acima) virou campo de futebol para as brincadeiras das crianas. Abaixo, o espao onde funcionou o restaurante

At a dcada de 70, ali estavam o corao financeiro da cidade, as damas da sociedade e os senhores de palet. Com o passar do tempo, eles migraram para outras avenidas. Primeiro, para a Paulista, depois para a Faria Lima e, finalmente, para as margens do rio Pinheiros, na Berrini.  regio central, assim como ao hotel, restou a runa  a rede Othon atualmente possui 15 hotis no Brasil e quatro no mundo. H pelo menos 53 prdios abandonados no centro que poderiam virar moradia popular, diz o secretrio executivo do Centro Gaspar Garcia de Diretos Humanos, Lus Kohara. O nmero citado pelo pesquisador vem do prprio poder pblico municipal, que divulgou em 2008 um estudo no qual apontava 53 endereos que podiam ser adaptados para projetos habitacionais. Gente para ocupar esses imveis no falta. O dficit habitacional paulistano  de cerca de 300 mil casas, nmero praticamente igual ao de domiclios vazios  290 mil, de acordo com o Censo 2010. Seria fcil fechar essa conta, mas a desapropriao dos 53 prdios no saiu do papel.
 
Em todo o centro, estima Kohara, h outras 30 ocupaes. Duas delas, tambm em antigos hotis paulistanos, o Lord e o Cambridge, cujas histrias se misturam  do prprio Othon. Na gesto do ex-prefeito Gilberto Kassab chegou-se a elaborar um projeto para transformar o Othon em um apndice da prefeitura, com secretarias municipais. Com a posse de Fernando Haddad, porm, essa destinao no  mais garantida. O que alimenta esperanas de gente como o auxiliar de limpeza Cleiton Pereira, 32 anos, morador do 801. Enquanto assiste  novela na televiso no hall de entrada do Othon, ele explica sua situao. Para as oito horas dirias de trabalho, Pereira ganha um salrio mnimo e, com o dinheiro, sonha em comprar seu prprio imvel. Quando tentou, porm, esbarrou na falta de programas de moradia para assalariados. O que me ofereceram foi entrar para um consrcio e esperar pelo sorteio, mas como  que eu pago consrcio, aluguel, comida, roupas e transporte, tudo isso com um salrio mnimo? Como Pereira, grande parte das famlias que se espalham pelas habitaes do ex-hotel de luxo esbarra nesse mesmo problema. Pagar um pouquinho todo ms grande parte pode, mas faltam programas que lhes deem essa possibilidade. No tem incorporadoras interessadas em construir para esse pblico que ganha menos de trs salrios mnimos diz Elaine Silva, uma das coordenadoras da ocupao.

ESTRATGICO - Ao lado do Edifcio Matarazzo e no incio do Viaduto do Ch, o Othon Palace estava localizado bem no centro financeiro da capital
 
Diante disso, o jeito  improvisar em um hotel abandonado e aguardar alguma deciso da vizinha prefeitura.  difcil principalmente por no ter gua nos quartos, diz a vendedora Simone Stella, 29 anos, moradora do 1.003. Me de Isaac, de cinco meses, a carioca chegada h pouco em So Paulo tem se virado como pode para lavar as roupas do beb em baldes no banheiro do quarto. Mas no reclama, pois viver no ex-hotel tem lhe permitido dar conta de tudo com o salrio de R$ 800  que, alm das despesas da casa, tem de cobrir a creche do filho. Acima de Simone, est o andar de luxo da atual estrutura. No que haja algum tapete valioso ou iluminao mais cara, mas o zelo dos moradores em mant-lo limpo o diferencia dos demais. No dcimo primeiro a gente tem at uma cozinha prpria, orgulha-se Bruno Vasconcelos, 22 anos, morador do 1.111, que abre a porta fechada  chave de um antigo espao para uso dos funcionrios. L dentro, um fogo e uma mesa para os vizinhos de andar.
 
O piso acarpetado, que hoje serve de campo de futebol para as crianas, era um dos smbolos de ostentao do Othon  poca de sua inaugurao. O carpete, os mveis e a qualidade do servio eram marcas do Othon quando ele foi lanado, diz Maurcio Bernardino, presidente da Federao dos Hotis do Estado de So Paulo, profundo conhecedor do mercado hoteleiro paulista, no qual trabalha h mais de 50 anos. Os operadores de turismo estrangeiros mandavam todos para l. A rede j era muito conhecida l fora por causa dos estabelecimentos do Rio de Janeiro. Hoje quem faz o servio de manuteno so os prprios moradores, que lavam as escadas trs vezes por semana e se revezam na portaria, fechada todas as madrugadas das 2h s 4h45. No segundo andar, mora Jos Humberto da Silva, o Beto, 42 anos, uma espcie de sndico. Quando chegamos estava tudo muito sujo. Levamos um ms para deixar limpo. No  fcil dar conta de um bicho desses, diz Beto, enquanto sonha em conseguir uma casa para chamar de sua, sem a sombra de uma reintegrao de posse.


2. DAS RUAS PARA LOUIS VUITTON
Grafiteiros paulistanos "osgemeos" criam estampa exclusiva para a coleo de lenos da grife de luxo, que aposta nas cores da arte de rua
 Joo Loes

 EXCLUSIVO -  dir., estampa feita pela dupla de grafiteiros: leno de R$ 1.090
 
Quem circula pelas grandes capitais do mundo certamente j se deparou com pelo menos um trabalho dos grafiteiros paulistanos e irmos Gustavo Pandolfo e Otvio Pandolfo, ambos de 38 anos, conhecidos como osgemeos. Desde 1989, suas obras ricas em cor, padronagens e personagens adornam becos sujos em So Paulo, prdios abandonados em Berlim, trens metropolitanos no Rio de Janeiro e fachadas em Londres. Em 2013, porm, pela primeira vez, o trabalho dessa dupla tambm poder ser apreciado, e comprado, em um ambiente muito diferente: as lojas da maison de luxo francesa Louis Vuitton. Gustavo e Otvio desenvolveram uma estampa exclusiva para a coleo de lenos da grife para o vero 2013, j  venda nas lojas brasileiras por R$ 1.090. Pouca gente sabe, mas adoramos moda, dizem. Nosso trabalho sempre comea no estudo das estampas das roupas dos personagens que pintamos.
 
No  de hoje que a street art recebe ateno do mundo das artes e da moda. Mas ainda surpreende quando uma marca como a Louis Vuitton recorre  arte de rua para uma linha de produtos to consagrada, como a de lenos. Toda marca, at as de luxo, precisa se reinventar, e o frescor da street art  uma maneira boa e segura de se fazer isso, diz Silvio Passarelli, diretor do MBA de gesto do luxo da Fundao Armando lvares Penteado (Faap), em So Paulo.
 
Uma boa forma porque cria edies nicas de produto, atendendo  demanda por exclusividade. E segura, porque muitos profissionais de street art j tm o aval de museus, que abrem espao para eles, e de celebridades, que compram suas obras. No acho impossvel ver osgemeos desenvolvendo linhas de joias e colees de roupa, afirma Passarelli. Talento 
e fama a dupla j tem.


3. SO PAULO COMEA A ENFRENTAR O CRACK
O estado se alia ao judicirio para apressar o julgamento de casos que precisam de internao compulsria, um passo concreto para ajudar os viciados

Fabiana Ramos, 35 anos, segurava firme o envelope desgastado pelo uso. Nele levava a documentao acumulada ao longo dos anos na tentativa de internar o filho, de 22 anos, dependente de drogas. Ele diz que no usa crack, mas a gente sabe que sim. Ela esperava, apreensiva, por uma deciso do juiz Iasin Ahmed, que faz parte da equipe de profissionais do Poder Judicirio instalada desde a segunda-feira 21 no Centro de Referncia de lcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod), da Secretaria de Sade de So Paulo, para agilizar internaes, solicitar leitos e autorizar o deslocamento de equipes mdicas e ambulncias. Poucas horas depois, ela seria a primeira pessoa a conseguir a internao compulsria do filho, segundo o governo do Estado e a Secretaria de Sade  uma informao contestada pelo Tribunal de Justia (TJ). No mesmo dia, uma ambulncia foi  sua casa, na zona leste da capital, mas no teve sucesso. Meu filho ficou muito violento, comeou a ameaar a namorada com uma faca. Chamei a polcia, mas ela no veio, afirma Fabiana. Para no acontecer o pior, assinei um papel desistindo da internao.
 
A esperana de Fabiana de internar o filho dependente de maneira compulsria, comum entre as pessoas que lotaram as instalaes do Cratod ao longo da semana passada, foi alentada pela deciso do governo do Estado de facilitar essa modalidade de internao, prevista na Reforma Psiquitrica de 2001 e que acontece apenas por ordem da Justia, sem o consentimento do paciente. A partir do trabalho conjunto entre o governo paulista, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministrio Pblico e o TJ, os casos so avaliados e julgados depois da anlise de um mdico. Queramos criar um espao onde profissionais da Justia e da Sade pudessem trabalhar com o mesmo pblico, de modo a organizar o atendimento e atuar dentro da legalidade, diz Rosngela Elias, coordenadora de Sade Mental, lcool e Drogas da Secretaria da Sade.

"QUERAMOS UM ESPAO ONDE PROFISSIONAIS DA JUSTIA E DA SADE PUDESSEM TRABALHAR COM O MESMO PBLICO" - Rosngela Elias, da Secretaria da Sade
 
Como mostra a histria de Fabiana, no entanto, concretizar o ambicioso objetivo de tratar e reinserir os dependentes qumicos na sociedade no  tarefa fcil. E, justamente por colocar representantes de tantos rgos e pastas em um mesmo lugar, o atendimento ainda parece complicado para quem recorre ao Cratod. Quando o familiar est sozinho, algum avalia a necessidade de repassar o caso  promotoria. Se quem vai ao centro  o dependente, ele  atendido por um mdico e, se necessrio, permanece em um dos dez leitos do centro. O caso  ento repassado  promotoria e  defensoria, que o apresentam ao juiz. Havendo deciso pela internao, uma ambulncia da Secretaria da Sade leva o paciente ao hospital ou  residncia teraputica em que haja uma vaga. Hoje o Estado conta com 691 leitos para dependentes qumicos  o governo anunciou que, diante da grande procura, esse nmero deve saltar para 757 nas prximas semanas.
 
Apesar da grande procura, a equipe que atua no programa ressalta que a internao compulsria ser exceo. A iniciativa no  para internar ou no.  para garantir direitos, diz o juiz Samuel Karasin. Outra preocupao das instituies envolvidas  no repetir as cenas de violncia que marcaram a interveno da polcia militar na chamada cracolndia, h exatamente um ano. O Estado nos garantiu que os policiais no se envolveriam nas abordagens, diz Cid Vieira, presidente da Comisso de Estudos sobre Educao e Preveno de Drogas da OAB, referindo-se s rondas feitas pelos 50 agentes da Misso Belm, que desde dezembro trabalham em parceria com o governo estadual. A metodologia tambm difere bastante da que vem sendo aplicada no Rio de Janeiro desde maio de 2011 e que j resultou na internao compulsria de 256 crianas e adolescentes. A prefeitura carioca chegou a anunciar um programa para a internao de adultos h trs meses, mas ele ainda no foi implantado.

A prioridade em So Paulo, portanto, continua sendo a internao voluntria e involuntria  que diverge da compulsria, por partir do pedido de um familiar com respaldo de um mdico. Nesses casos se enquadra Everson Neves, de 33 anos, que pediu ao pai Valter Neves, de 62 anos, para lev-lo ao Cratod. A gente viu na tev que essas portas estavam se abrindo e resolveu vir. Para o padre Jlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, os casos de internao voluntria devem sempre prevalecer e o aparato montado pelo Judicirio subverte essa lgica. A internao compulsria deve ser usada depois de esgotadas todas as possibilidades, como os atendimentos ambulatoriais, afirma. Respondendo s crticas, Cid Vieira afirma que a internao compulsria no deve ser o nico caminho, mas justifica a posio do Judicirio com uma anedota: Se um salva-vidas v um indivduo morrendo, ele no pergunta se ele quer ser salvo antes de efetivamente salv-lo.


4. ATRAVESSARAM O SAMBA
Situao financeira catica ameaa a beleza do desfile de Mangueira e Portela, duas das mais tradicionais agremiaes cariocas
Michel Alecrim

CRISE - Ensaio da Mangueira: problemas trabalhistas e junto ao Ministrio da Cultura

H quase um sculo, Portela e Mangueira rivalizam no Carnaval carioca. A primeira tem 21 ttulos de campe e a segunda, 18. No deixa de ser, portanto, uma triste curiosidade o fato de as duas estarem, agora, disputando qual agremiao est mais afundada na crise. Ambas esto impedidas de captar recursos de patrocinadores, via Lei Rouanet. A inadimplncia da Portela inclui projetos dos ministrios do Turismo e do Esporte, enquanto a Mangueira tem sofrido derrotas na Justia Trabalhista. A situao financeira catica ameaa a beleza do Carnaval dessas tradicionais escolas e se reflete na lentido nos preparativos nos barraces. Atrasos de pagamento acarretaram processos judiciais e a debandada de mo de obra qualificada.

No ano passado, a Portela teve autorizao do Ministrio da Cultura para arrecadar at R$ 5,3 milhes com patrocnio e est at hoje inadimplente na prestao de contas. Ainda est com o nome sujo no Ministrio do Esporte, do qual recebeu R$ 1,8 milho em 2007, mas no comprovou a realizao das despesas. Da pasta do Turismo tambm no pode obter nada porque pairam suspeitas sobre a destinao de R$ 525 mil liberados em 2005. Sem essas fontes, os salrios dos funcionrios no  depositado com a devida pontualidade. Um ensaio chegou a ser prejudicado no fim do ano passado por corte de fornecimento de luz.

Em 65 anos de Portela, isso nunca tinha ocorrido.  preciso pessoas com inteligncia e amor  escola  sua frente, afirma Monarco, cantor e compositor da Velha Guarda da Portela. Ele aposta numa reviravolta, com entrada em cena do filho do atual presidente, Nilo Figueiredo Jnior, para reverter o atraso no preparo de alegorias e fantasias.

VAZIO - Barraco da Portela um ms antes do desfile: preparativos atrasados

A Mangueira tambm est inadimplente junto ao Ministrio da Cultura e empresas no podem associar suas marcas  Verde e Rosa e obter benefcios fiscais do governo. Problemas na prestao de contas do Carnaval de 2009 so o empecilho. Naquele ano, a agremiao chegou a captar R$ 1,1 milho. Falta de clareza na documentao de projetos culturais, obtidos junto  Petrobras, tambm mancham o nome da escola junto  administrao pblica. A gesto do presidente Ivo Meirelles, cuja reeleio virou caso de polcia e est sub judice, enfrenta ainda questes trabalhistas.

Com pagamentos em atraso, muitos operrios pularam para o barraco de concorrentes e entraram com processos na Justia. Nove deles, em fase de execuo, no foram honrados. O coregrafo Carlinhos de Jesus, ex-Mangueira e hoje na Vila Isabel, lamenta o que acontece: Meu corao  verde e rosa. Fico muito triste porque vivi uma Mangueira completamente diferente. A Mangueira no respondeu  ISTO. 
A Portela disse que est honrando suas dvidas e que o pessoal do barraco est virando noite para disputar o ttulo.

